Nômade de mim

São Paulo, 09 de setembro de 2015

Gosto de ter minha convicções, ser segura de mim e não ter medo de ficar sozinha.
Minto. Solidão é o mal do século. Mas é isso que as pessoas maduras fazem, elas convivem com os seus medos.

Há muito refleti sobre o caráter personalíssimo de meus textos. Só to que os entendi. É questão de fase, sentimentos… Maturidade e fome pessoal.

Fome. Já dizia a avó de Elisa Lucinda: ” Fome é um apetite sem esperança”. E por mais que eu não percebesse, esse apetite infinito era centrado em mim, na questão de relacionamentos. Na solidão da mulher negra. Na solidão de negar a si mesma em uma sociedade estruturalmente preconceituosa em todos os aspectos fora dos padrões.

Não acho obscuro a personalização da dor, desde que seja processo de emancipa das mágoas e vivências ruins.

Acho turvo e repudio o apontamento insensível. Sendo este, o chamar privilegiado, o apontamento exacerbado sem cuidados, a correção abrupta ou até mesmo a piada irresponsável.

Entendi o lugar da arte.

Entendi minha morada.

Entendi meu nomadismo sensível social.

Entendi coisas que só cabe a mim e as Jês que me habitam e me habitarão. A explicação é justificação contínua e perene, só devo a elas.
Sobre entendimentos.

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