O desejo de uma vida tranquila

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Tenho refletido muito sobre a minha vontade de lutar.

Lutar a mão armada, com punho cerrado e verbo na ponta da língua.

Mas vejo que a cada dia que passa, essa minha vontade diminui mais e mais.

Não é a vontade de ser a melhor no que eu puder ser que se despede, mas a vontade de se encaixar em um padrão de luta universitária que nunca fez muito sentido pra mim. (Desculpas, ou não, pra quem faz)

No começo eu me senti culpada. Flagelada pelos olhares e julgamentos dos que acreditam nesse modo de viver.

Caí em uma tristeza profunda (não só por isso), parei de participar de coletivos, parei de ter vontade de viver… Várias coisas. Perdi-me em meio as modulações esquerdistas revolucionárias. Esse ideais, sabe?

Mas não foi bem nos ideais, continuo com pensamentos anarquistas, continuo tentando ser vegetariana e afins.

Percebi que eu estava vivendo de papel e falsas desconstruções. Que cara, não há espaço, só há grito, pé na porta e um monte de gente do outro lado te descaracterizando como se nada fosse.

Eu realmente fiquei cansada e a depressão quase me levou. Quase.

Foram tempos internos e interinos de superações internalizadas. Humilhações, (des)amores, cadência das notas (no nível que acho aceitável, nem perto de ser perigoso), enfim… Perda da Jennifer.

Até que em um belo dia, eu olhei pra quem se sentou do meu lado, disse oi… E tudo tem sido perfeito.

Não quero quebrar a esquerda ou seus representantes. Não quero passar pra direita… De modo algum. Nem romantizar tudo o que aconteceu só por que agora estou apaixonada.

O ponto é… Viva, estou viva e quero viver. Não tô mais tão interessada assim em refletir se é o ideal ou não… Se é adequado, libertário ou não. Antes mesmo de começar. Durante todo um crescimento adolescente isso tudo me fora tirado… E passei tempo sonhando e idealizando demais pra que quando chegasse a hora de viver, eu problematizasse tanto, que aquilo que poderia ser bom pararia de existir.

Pode ser um monte de palavras mal colocadas sem sentido carregadas de emoções com pontuações erradas…

Essa sou eu, e estou (re)começando a me orgulhar da imagem que vejo no espelho d’alma.

P.S.: O problema mesmo foi essa coisa padronizada na mente das pessoas. O tirar de uma dominação e entrar em outra, mais perversa, cheia de fiscais.

“Jennifer Ernesto”

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