Jazz em mim

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Era madrugada do dia 18 e eu nem me dava conta de que me havia passado 6940 dias, 5 anos bissextos, e muitas luas, paraísos e infernos astrais. E nem contei os 8 meses de gestação. Voltei a dormir, arrumei-me para os compromissos conquistados e no espelho senti essência madura de mim… São só dezenove anos físicos, os intrínsecos a ancestralidade ainda misteriosa não me foram revelados.

Êxtase por ficar mais velha está longe de ser o ponto daquele 18 de março. Paz interior em meio ao caos mundano se fez presente em meu ser. Não creio ter sido a dita ignorância para ser feliz e ao mesmo tempo ter consciência social. Tem sido a dita paciência e um tal de consenso interno.

Não se pode abraçar o mundo de todos os mundos, mas alguns mundos são possíveis, e mais do que isso… Só vale a pena abraçar o mundo se o abraço for forte e verdadeiro, na mais absoluta sinceridade, de nada vale abraçar o mundo frouxamente só por ser um pré-requisito de fortuna o ato de abraçar.

Naquele dia o olhar-se tornou-se simples e compreensível. Não digo que estava satisfeita com a sombra de Frida em cima dos meus lábios, nem da espessura de um cabelo e peles estressadas, mas eu sabia com certeza de que as coisas têm importância apenas na quantidade de valor que damos a elas… Eu fui trilhar e aproveitar de modo incondicional a mim mesma.

Acho que nunca recebi tantas congratulações. Muitas verdadeiras no olhar, na palavra e na distância.  Não sei se sempre as recebi, mas acho que dessa vez as recebi tão verdadeiramente que cada energia em mim provocou meu êxtase e suficiência de vida.

Estudei o que pude, trabalhei sola, monitorei o que consegui, amei o quanto senti… Naquele dia virei pó mágico, por que todos os fragmentos de virtudes jaziam em mim.

Agradeço cada lembrança e cada esquecimento. Cada lembrança me fez querida, cada esquecimento me fez madura e bem menos dolorida pela aceitação de que a vida é volátil e algumas pessoas também o são, por que estão se eternizando em outras vidas.

Tenho sido feliz por ter me tornado essa Jennifer.

20 de março de 2016, Jê Ernesto

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