Lagartinha quando nasce

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Tenho quase certeza de que quando vi a foto dele, era só vazio que me passava. Vazio de ter terminado coisas inacabadas. Vazio de maturidade que eu ainda não tinha e nem sei se um dia chegarei a ter.

Ele foi pó mágico, ninho, beleza das mais quentes do coração. Eu tinha a impressão de que se eu fizesse conchinha na mão, quando eu abrisse ele estaria lá em posição fetal. Viria até mim com olhos brilhantes de gente fofa, e iria me abraçar.

É cheiro de roupa limpa que eu nunca vou me esquecer. É dor que eu tento transformar apenas em desentendimentos juvenis. É culpa que eu tento dissipar em tantas outras mais… Sempre tento lembrar que me disseram que a culpa não é coisa de se tomar sozinha, pena que todos os dias eu engordo com tanto líquido.

Um dia anoto na agenda, com toda certeza. Bem assim ó: Culpa? Só à dois! Se uma e o outro foi, ele que leve de presente!

Enquanto não anoto, só vôo. Só lembranças da fase lagarta!

Será que prejudica o futuro recordar tanto assim do passado? Acho que não, nem lembro mais o fato dissertado.

25 de março de 2016, Jê Ernesto

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