S@turada de mim

Depois de muito andar pela cidade que está turva ao meu olhar em crescimento não consegui constatações firmes, só perguntas, dúvidas e questionamentos.

A mente estava perdida em uma viagem sem data de volta, pensei em escapismos vários: contatos sem sentidos, efemérides, gastar o que eu não tinha gritar, mentir. Só me restou o choro engolido. E só. Eu estava só, tinha me perdido de mim mesma no meio daquela multidão de retirantes, imigrantes, refugiados de si… Só.

E uma dúvida muito profunda com toda certeza nunca se esvai: a vida é um fim em si mesmo. Tudo é um fim em si mesmo. Por que perdemos tanto tempo conflitando, capitalizando, lutando pelo poder?

E sigo sempre acreditando que o amor é a maior ferramenta política e pedagógica, está dentro de nós e pode se espalhar.

Mas e quando dentro de nós tem tantos nós que quando puxados se desatam em lacunas?

Resta pessimismo escancarado. O dia começou 8, termino 80.

– Jê Ernesto

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